//Edição 15 : Especial Cultura Afro-Brasileira

Edição 15 : Especial Cultura Afro-Brasileira

Egbé, muito mais que um nome

Olá, queridas e queridos leitores. É com enorme satisfação que publicamos mais uma edição do Jornal Egbé e, particularmente, com um tema muitíssimo especial. Como já foi falado em diversas oportunidades, o nome do jornal provém da língua africana iorubana e tem como significado a palavra “comunidade”. Entretanto, esse conceito de Egbé carrega um modelo de sociedade diferente do que estamos acostumados a viver. Resumidamente, essa sociedade traz um modo de vida mais cooperativista, mais inclusivo. É valorizado o ideal coletivo, sem perder a individualidade de cada membro. Como resultado, vive-se num meio mais justo, benéfico e igualitário, para todos, sem exceção.

Neste sentido, e para surpresa de muitos, há uma comunidade afro-religiosa instalada na cidade de Itanhaém, com aproximadamente 30 famílias, e que estão sob a liderança e orientação do Sacerdote e Babalorixá Rivas Ty Ogyion, também conhecido como Pai Rivas. Este, promoveu um evento cultural, realizado no último dia 05 de agosto, apoiado pela Prefeitura e Câmara de vereadores, no qual pudemos estar presentes e nos possibilitou trazer uma reportagem com a completa cobertura do evento. Nesta solenidade, foi inaugurada uma obra de arte (vide foto abaixo) que, com certeza, tornou-se patrimônio cultural da cidade.
Além disso, nesta edição, pudemos com exclusividade entrevistar o próprio Pai Rivas, que nos contou um pouco sobre seus mais de 50 anos de sacerdócio, sua influência como escritor, além de uma breve abordagem de como o candomblé e demais religiões afro-brasileiras estão presentes e inseridas dentro da sociedade como um todo.

Completando, trouxemos neste mês um texto da pesquisadora e doutoranda Maria Elise Rivas sobre como as mulheres negras nos trouxeram uma enorme herança cultural, mas que, por vários motivos, entre eles a escravidão, foram subjugadas. Contamos também com um texto da, também doutoranda, Érica Jorge Carneiro sobre o relacionamento de crianças com a religiosidade, bem como a história da Cia. Abaré Teatro, contada por Orlando Moreno, artista da cidade. Não deixe de nos enviar seus elogios, críticas e sugestões. Uma boa leitura e até o próximo mês!

Awdrey Sasahara
redacao.jornalegbe@gmail.com