//Entrevista: Odinei Ribeiro

Entrevista: Odinei Ribeiro

Jornal Egbé – Como foi sua trajetória até chegar a ser o Odinei Ribeiro que todos admiram e se orgulham? E o que você pode falar das particularidades da sua profissão?
Odinei Ribeiro – Olá, em primeiro lugar muito legal ser entrevistado pelo Egbé, li alguns exemplares do jornal e gostei muito. Sou filho de Itanhaém, nascido no bairro do Ivoty, filho do seu Oscar e da dona Maria. Estudei no Eugênia Pitta e no Jon Teodoresco. Tive uma infância vivida nas ruas do Ivoty, e nos campos de várzea da cidade. Antes de me tornar narrador, trabalhei na feira, loja de pão de queijo, Simaco, Bechelli e banco Itaú. O gosto pela narração vem de infância quando, no rádio do meu pai, eu comecei a ouvir as transmissões de futebol. Minhas primeiras narrações foram futebol de botão, depois futebol amador no gravador, até o dia 20 de janeiro de 1991, quando fiz minha estreia na equipe de esportes do Edson Sobral, na Rádio Anchieta de Itanhaém. Depois daquela data não parei mais, e hoje sou narrador do Grupo Globo. Sou narrador esportivo há 26 anos.

JE – Como você vê o mercado de trabalho na cidade? Há campo para todas as profissões ou é um caminho natural trabalhar em outras cidades, assim como você fez?
Odinei Ribeiro – Quanto ao mercado de trabalho, está ruim para todas as áreas e em todas as cidades do país. Com essa indefinição na política nacional, o reflexo acaba sendo grande em todas as áreas e cidades e, infelizmente, em Itanhaém não é diferente.

JE – Hoje em dia, qual sua relação pessoal e profissional com Itanhaém?
Odinei Ribeiro – O meu vínculo com Itanhaém será eterno. Nasci, cresci, vivi, tive minhas primeiras oportunidades na cidade e, sempre que posso, estou em Itanhaém para ver minha mãe, irmãos e amigos. Além de recarregar a bateria na Pedra que Canta. Tenho alguns projetos para Itanhaém e, aos poucos, estão sendo executados. O Projeto Parceiros do Bem leva Palestras de incentivo aos alunos das escolas públicas e, no final do ano, faço um jogo com amigos da cidade e amigos da profissão para arrecadar brinquedos para as crianças carentes da cidade. No ano passado arrecadamos 9 mil brinquedos. Tenho outras ideias que, aos poucos, serão alicerçadas.

JE – A cidade mudou muito comparada a sua infância? Quando vem visitar a cidade, o que melhorou e o que precisaria dar ênfase, na sua opinião?
Odinei Ribeiro – Sim, claro! A cidade mudou demais da minha infância para cá, afinal faz muito tempo, hoje eu tenho 48 anos. Todo crescimento é válido, mas com o progresso vem bônus e ônus. Tenho saudade de quando eu conhecia todo mundo na cidade, dos jogos de rua contra rua. Mas os tempos são outros. Apesar das mudanças, Itanhaém continua sendo uma delícia e um refúgio. É difícil eu opinar sobre as necessidades da cidade, pois vivo fora daqui. As necessidades básicas sempre estarão em pauta, como saúde, educação e segurança.

JE – O Jornal Egbé é um projeto de Cultura e Educação, mas fazemos parte de uma imprensa independente na cidade. O que acha disso?
Odinei Ribeiro – Para um veículo de comunicação ter respeito, é fundamental ter independência. Mesmo que o veículo seja “patrocinado” por verbas públicas, ele precisa ter a liberdade da crítica. Tive muitas dificuldades no início da minha carreira pelo fato de ter opinião, por ter personalidade; sofri muitas retaliações, mas não me arrependo de nada e faria tudo de novo da mesma forma.