Trabalho

“O trabalho dignifica o homem…”“O trabalho dignifica o homem…”
Comecei citando Marx. Pronto. Vão nos chamar de comunistas! Como tem gente que fala que somos de direita, que puxamos sardinha para a Prefeitura, etc. e tal…. Óbvio, quem coloca um jornal nas ruas está sob o jugo de todo tipo de julgamento e isso é muito justo. Ainda bem. É o que queremos! Temos recebido diversas mensagens. Muitos elogios, algumas críticas, mas poucas sugestões. Assim como sempre dissemos, somos um jornal que busca a reflexão de ideias e temas, estimulando o debate, sem esgotar o assunto. E a maneira de fazermos isso é ouvindo os diversos “lados” da sociedade. O governo, a prefeitura, o cidadão trabalhador, os estudantes, os acadêmicos, as elites e as classes mais baixas…. Buscamos os contrapontos e, consequentemente, sempre vai ter quem elogia e alguém que critica. Quem decide o “lado”, ou se concorda com que o autor escreveu, é você leitor. Após este adendo, voltando à ideia de Marx, que ainda se mantém atual, o trabalho é uma ação tipicamente humana. Através dele, o homem pode mudar e moldar a natureza e também a si próprio, ou seja, o homem cresce, dignifica, transforma, edifica a cultura e a sociedade. No contexto de sua época, com o crescimento do capitalismo e a dominação de classes, o trabalho deixou de ter um papel libertador, assumindo um papel de carrasco. Em vez de servir, dignificar quem o faz, acabou permitindo, pelo processo de exploração, que uns enriquecessem, enquanto outros se alienassem, causando o extermínio da criatividade individual, o desprazer do ofício e o embrutecimento do próprio homem. Este transferiu suas capacidades a seus produtos (que não pertencem mais a quem os produziu, são “estranhos” a seus “donos”), havendo assim um encadeamento de desvalorização de si mesmo. O processo virou mecânico. O trabalho alienado não dignifica o homem, pelo contrário, faz o indivíduo perder sua identidade, não só no trabalho, mas na vida como um todo. Neste contexto super atual, trazemos este assunto para esta edição, para a qual convidamos pessoas que buscaram trazer uma visão crítica da importância do trabalho como condição de subsistência, mas também de existência humana. Começando com um assunto de suma importância, e que necessita ser discutido, temos a questão do trabalho infantil com o especialista no assunto, Propercio Rezende. Convidamos também o presidente da ACAI de Itanhaém, Marcelo Zanirato, que apontou as necessidades na região, no estímulo de empregos. Temos também o sempre esperado artigo do presidente da 83ª subseção da OAB, Dr. Rutinaldo Bastos, além de uma entrevista com o locutor esportivo, “Prata da Casa”, Odinei Ribeiro.

Não deixe de nos enviar seus elogios, críticas e sugestões. Uma boa leitura e até o próximo mês!
Awdrey Sasahara
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